A Lua


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O Universo da Solidariedade Galáctica


 

 Dados físicos

·          Classificação: L12O8O10o.

·          Raio da órbita: 384.400 km (0,00257 U.A.).

·          Excentricidade: 0,055

·          Inclinação do eixo: 1,6º

·          Período de revolução: 27,322 dias da Terra

·          Velocidade orbital: 1,02 km/s

·          Período de rotação: 27,322 dias da Terra

·          Diâmetro equatorial: 3.476 km (0,27 da Terra)

·          Achatamento: 1/5.800

·          Volume: 22 bilhões de km³ (0,020 da Terra)

·          Massa: 73,5 quintilhões de toneladas (1/81 da Terra)

·          Densidade: 3,34 g/cm³

·          Gravidade no equador: 1,62 m/s² (0,165 da Terra)

·          Velocidade de escape: 2,38 km/s

·          Ponto culminante: Monte Beta, 10.973 m.

·          Pressão atmosférica: zero

·          Temperatura média: -153ºC de noite a 107ºC de dia

·          Área: 37.900.000 km².

 

Dados biológicos e sociais:

·          População: 110.984.554

·          PIB: 8,9 trilhões de cômputos

·         Composição étnica: novihumanos espaciais 50%; novihumanos padrão 9%, outros novihumanos 1%;  inteligências alienígenas 30%; inteligências artificiais 10%.

·         Principais línguas: interglossa e selenita (derivada do quéchua)

·         Calendário: ano lunissolar de doze ou treze meses, semelhante ao calendário israelita da Terra, mas com nomes em língua selenita: Chakiriy (equivalente ao israelita Nisan), Aymuray (Iyar), Yapuy (Sivan), Yapuy (Tamuz), Markachay (Av), Tarpuy (Elul), Coyaraimi (Tishrê), Kantarayki (Cheshvan), Ayamarka (Kislev), Watawatay (Tevet), Mama (Shevat), Poqoy (Adar) e Hatun Poqoy (Veadar) .

·         Os meses lunares, que duram 29,53 dias terrestres, dividem-se em 29 ou 30 circadias de duração idêntica aos dias terrestres.

A Lua tem um núcleo metálico de 680 km de diâmetro, coberto por um manto de 1.330 km, uma crosta de 70 km e uma camada de dois a quinze metros de espessura de regolito (pedras pulverizadas) ricas em cálcio, alumínio, zinco, ferro e titânio. Como todos os satélites do Sistema Solar, mantém sempre a mesma face voltada para o planeta que orbita, a Terra, de forma que seu período de rotação é igual ao de translação – 27 dias, 7 horas e 43 minutos. A combinação desses dois movimentos resulta num período de 29,53059 dias de sol nascente a sol nascente. Ao longo desse longo dia, a temperatura varia de -153ºC durante a noite a 107ºC durante o dia. A superfície é coberta de crateras.

No início da colonização do Sistema Solar, a Lua foi ocupada como estação de pesquisa científica e pólo de mineração para fornecimento de hélio-3 (combustível de fusão nuclear), matérias-primas para a construção de estações orbitais e lugar para instalação de indústrias poluentes e perigosas. A primeira colônia permanente formou-se no subsolo, perto do pólo sul, onde zonas quase permanentemente iluminadas, que permitiram uma captação quase contínua de energia solar e também varias áreas de sombras permanentes nas quais se acumularam centenas de milhões de toneladas de gelo, – vitais para as necessidades dos colonizadores – e constituíram locais ideais para a construção de sofisticados observatórios astronômicos.

A Confederação da Lua é formada por apenas duas federações: Jacyquara e Killa. A primeira compreende apenas uma pequena área em torno do pólo Sul, mas é a maior e mais importante. A segunda abrange quase todo o resto da superfície do satélite.

Duas grandes estações interestelares servem a Lua. A primeira, estação Santos-Dumont, permanece em órbita no ponto lagrangiano L1 a 58.000 km do centro da Lua e 326.400 km do centro da Terra; serve Jacyquara. A segunda, estação Sinchi Yupanqui, fica sobre o ponto lagrangiano L2, a 64.500 km do centro da Lua na direção oposta à Santos-Dumont, ou seja, sobre o lado da Lua que fica oculto da Terra; destina-se a Killa.

Federação de Jacyquara

A linha verde mostra os limites da megalópole de Jacyquara; as linhas brancas mostram os paralelos a partir do Pólo Sul lunar, de grau em grau – o 3º delimita a jurisdição administrativa.

As zonas amarelas, verdes e vermelhas são zonas quase permanentemente iluminadas pelo Sol; as zonas roxas são de sombra quase permanente e as pretas são de sombras eternas, onde a temperatura é permanentemente de -173ºC.

Nos pontos A, B e C – os de melhor iluminação, onde a temperatura permanece em torno de -53ºC –  surgiram as primeiras instalações. O Conselho do Sistema Solar e suas dependências administrativas estão situadas ao longo de um eixo subterrâneo de 10 km de extensão, entre os pontos A e B. 

A maior parte da população lunar ainda está concentrada nessa região do pólo Sul, com uma área de cerca de 7.000 km², que se transformou num vasto complexo subterrâneo de 53 milhões de habitantes conhecido como Jacyquara (nome tupi que significa “toca da lua”), mas atualmente sua função mais importante é a política, como capital administrativa da Organização do Sistema Solar e capital diplomática da Novihumanidade.

De sua população, 30 milhões são alienígenas de centenas de milhares de espécies diferentes e oito milhões são novihumanos não nativos do satélite, na maioria representantes diplomáticos de outros sistemas estelares, ou funcionários da Organização do Sistema Solar oriundos de outros mundos (inclusive da Terra). Três milhões são inteligências artificiais e doze milhões são selenitas nativos

Esse complexo, embora participe da Confederação da Lua, não é sua sede e tem dentro dele um regime especial – é uma Federação autônoma. Sua jurisdição abrange a parcela da superfície da Lua delimitada pelo paralelo 87º Sul, num total de 26.015 km².

Com a tecnologia do quarto milênio, verificou-se que Lua era mais segura e adequada que a Terra para criar uma grande variedade de ambientes artificiais seguros e adaptados às necessidades de diferentes espécies.

Na Lua, alienígenas frágeis e adaptados a gravidades baixas não precisam temer falhas dos geradores de antigravidade (embora estas sejam muito improváveis). Para os adaptados a altas gravidades, a falha de um gerador de gravidade artificial seria apenas uma pequena inconveniência. Qualquer atmosfera pode ser criada em ambientes subterrâneos adequadamente climatizados. Não há uma atmosfera planetária que possa vazar para dentro desses ambientes e envenenar seus moradores, nem um ecossistema que possa ser contaminado pelo vazamento de gases estranhos ou de bactérias alienígenas.

Federação de Killa

A segunda metrópole da Lua, Killamarka, está no pólo norte. Mais dispersa (cerca de 14.000 km²) e menos populosa (35 milhões de habitantes), concentra a maior parte da população nativa e da cultura propriamente lunar e é a sede da Federação de Killa (nome quéchua da Lua), que compreende 99,93% da superfície do satélite e 51,8% da sua população.

Dos 57 milhões de habitantes de Killa, 43 milhões são novihumanos selenitas. Descendem na maior parte de colonizadores humanos do início do terceiro milênio (principalmente incas, méxicas e brasileiros), mas tanto sua aparência como sua cultura foram modificadas a ponto de se tornarem irreconhecíveis, para melhor se adaptarem às condições locais. Transformaram-se numa nova espécie novihumana, o Novihomo vacui, que se espalhou por diversos mundos de gravidade muito baixa e também pelas estações espaciais.

Outros oito milhões são inteligências artificiais e seis milhões são novihumanos de outras espécies, principalmente terrígenas e martígenas. Além de Killamarka, os principais centros populacionais são o Porto da Tranqüilidade, com 1,5 milhão de habitantes espalhados por 500 km² do Mare Tranquilitatis; Procelária, com 1,4 milhão, no Oceanus Procellarum; Cidade Copérnico, dentro da cratera do mesmo nome, com 1,2 milhão; e Porto Luna, com um milhão de habitantes, dentro da cratera Tsiolkovsy, no lado oculto.